Hiury, um amor incondicional


Amor, dedicação, paciência, fidelidade, adaptação, resignação...
Eu poderia ficar aqui escrevendo vários, vários adjetivos pra tentar descrever o que significa ter vivido um amor assim. Ter tido a oportunidade de conviver com um “ser” que a cada dia dava seu exemplo, de uma dignidade que não se paga. 
Ao invés de se correr pra lá e pra cá em busca de uma imensidão de coisas, de bens e de outras tantas inutilidades, poderíamos parar apenas um pouco neste nosso ritmo frenético para observarmos esses “seres” que agem de forma íntegra, sem saber e sem ter noção se no dia seguinte serão alimentados ou irão ser despejados, porque cresceram além do esperado ou se a família está mudando de casa e lá no novo imóvel ele não terá mais “utilidade”.
 
De quem estou falando? De um amigão chamado cachorro (a).
 
Hoje se foi aquele, que me acompanhou por 16 anos. Aquele que ajudou, que fez com que minha vida fosse mais colorida e prazerosa. Que esteve comigo em todos os instantes. Aquele que reforçou algumas atitudes dentro de mim, como adaptação, resignação, lealdade.
 
Hoje faço essa homenagem a ele. Quisera que nós humanos, os chamados seres racionais, tivéssemos um pouquinho só da dignidade deles.
 
Prestem mais atenção a sua volta. Prestem mais atenção ao canto dos pássaros, que nos avisam das mudanças do tempo e até mesmo se uma chuva repentina está para acontecer. Ouçamos esses nossos amiguinhos que vivem sem se preocupar se terão o alimento no dia seguinte e nem por isso ficam “estressados". Pra que se preocupar com algo que ainda nem aconteceu
?
 Por isso, vivamos o dia de hoje assim como eles fazem divinamente. 

Este texto é a minha homenagem ao
 Hiury Cantinho do Au Au, filho de Átila e de Mimo, e que hoje partiu. Partiu, mas não sem deixar um lugar cativo no meu coração. 

Um forte abraço, Martha
 

Hiury 

* 23/01/94 
+28/09/09 

* Texto originalmente publicado em 29/9/09.

Comentários

Postagens mais visitadas